terça-feira, 23 de maio de 2017

Como ultrapassei a depressão



"Aquilo em que nos concentramos, crescerá.
Podemos fazer crescer a nossa felicidade e a nossa positividade, 
aprender a ser optimistas
mesmo tendo nascido pessimistas
e desenvolver as nossas forças.
Pode não acreditar,
mas há mesmo luz no fundo do túnel."
Miriam Akhtar

Como tudo começou
Não nasci numa família propriamente optimista. Para além disso, a minha infância incluiu estar doente com frequência e a sombra da morte da minha irmã. Mas apesar de tudo, posso dizer que tive uma infância feliz. 

O ambiente em casa era cheio de carinho. Fartei-me de brincar, principalmente no meio da Natureza. A escola era um lugar onde adorava estar, dadas as boas notas e a presença dos amigos. Tinha dois animais de estimação invulgares: um gaio e um cordeirinho. Vivia numa aldeia onde todos se conheciam: desde o padeiro que sempre me dava um pão quentinho, ao vizinho Testemunha de Jeová que falava constantemente de Deus, à minha avó - que morava um pouco mais abaixo - que fazia vestidos lindos para as minhas bonecas e aqueles deliciosos fritos de Natal, ao avô que jogava comigo às cartas e me fazia um baloiço no quintal... Foram tempos muito agradáveis!

Mas um dia tudo mudou. A minha mãe ficou doente. Numa época em que os tratamentos não eram tão eficazes, o cancro acabou por se espalhar por todo o corpo. Acompanhei o seu sofrimento. Passei muito tempo em Lisboa, para poder visitá-la no hospital. Quando melhorava regressava a casa, mas era sempre por pouco tempo.

Fui buscar o diário dessa altura, e uma entrada no dia do meu aniversário foi assim:
Sábado, 24 de Julho de 1993 - 13 anos 
"Querido Diário, hoje foi o dia dos meus anos, e nunca passei um aniversário tão triste. Tão triste porque a minha mãe foi para o hospital com falta de ar (nada de bronquite, infelizmente descobriram que ela tem líquido num pulmão). Mesmo doente ainda ia a pedir aos meus primos para me cantarem os parabéns. Mas sem ela... nada valia a pena, acabei o meu 13.º aniversário a chorar."

Recordo-me das últimas palavras que ela me disse: "Tenho tanta pena de nunca poder ver os meus netos. Da tua irmã, não vi, porque ela se foi primeiro. E agora vou eu, e não poderei conhecer os teus filhos. Mas gostarei sempre de ti!Entretanto, regressei à terra e dois dias depois deu-se o pior. Sinceramente, tudo aquilo me parecia um pesadelo. Tinha esperança de acordar e de tudo ser diferente. Mas a realidade não foi assim.

O problema é que pouco depois, todo o ambiente familiar mudou também, conforme esta passagem do meu diário:
Terça-feira, 25 de Janeiro de 1994 - 13 anos
"Querido Diário, sinto-me tão triste! Não imaginas a falta que a minha mãe me faz. Cada vez parece que a saudade fica maior. 
Para além da sua presença, que me faz tanta falta, há coisas que perdi para sempre. Embora ela me chamasse a atenção quando eu errava, sempre me fez sentir que era para meu bem. Era ela quem me «ouvia» e hoje não tenho isso. E olha que às vezes, preciso de desabafar... como toda a gente, penso eu. Era ela que ficava contente com as minhas boas notas. Era ela que estava sempre ao meu lado, se tinha algum problema. Era ela que me fazia carinhos diariamente, como só ela sabia dar. 
Mesmo na minha família, antes dela morrer, era um lugar bom para se estar. Mas agora, nos últimos tempos, tudo se transformou num pesadelo. As discussões são constantes. Passei de boa menina, a alguém que tem imensos defeitos e pouquíssimas qualidades. Quando faço alguma coisa, há sempre algo que está mal. Se quero falar dos meus problemas, isso são só criancices, porque eu é que arranjo problemas. Quanto aos meus sonhos, isso são só ilusões, pois dizem-me que nunca conseguirei alcançar. Ah! E as boas notas... não interessam, já nem me perguntam por elas.
Estou farta e tão triste. Será que gostam realmente de mim? Duvido. 
A falta que a minha mãe me faz... "

A minha adolescência foi praticamente toda assim. Passei de uma infância bonita, para uma juventude problemática. 

Agora, à distância do tempo, percebo que quem me rodeava também estava a sofrer e não soube lidar com isso. Não deve ter sido fácil, principalmente porque também a minha irmã tinha partido.

Mas ainda aconteceu outro episódio marcante.
Quarta-feira, 26 de Outubro de 1994 - 14 anos
"(...) Nem acredito que isto aconteceu, ainda esta manhã ele estava bem. Mas quando vi o meu avô a entrar por aquela porta, vindo do hospital, nem parecia ele. Ele que sempre teve o rosto corado, vinha pálido como uma parede branca. Perguntei-lhe se sentia melhor. Mas ele respondeu que «não, nem por isso» e fomos caminhando até à cozinha, enquanto os meus tios estavam a verificar a medicação que tinham comprado. Nisto, ele caiu para trás, à minha frente e da minha avó. Começou a fazer uns gestos estranhos, como se estivesse a ter uma convulsão. Ele é careca, e reparei que a cabeça que antes estava pálida, naquele momento ficou toda roxa. Entretanto todos se juntaram na cozinha e eu nem queria acreditar. Chamaram uma ambulância, mas não havia nada a fazer. Corri atá a casa de um outro tio, com as lágrimas a correrem e um certo pânico que me invadia. Tinha de o avisar do sucedido. O pai dele, meu avô, tinha ido embora para sempre." 

Creio que foi aqui, que percebi realmente a finitude das pessoas que eu amava. 

Ainda assim, eu estava cá. Tinha imensos sonhos, e lutava por concretizá-los. Alcançava vitórias, atrás de vitórias, naquilo em que me esforçava. Contudo, sentia a falta da aprovação dos outros. Não tinha ainda capacidade para perceber que poderia ficar feliz por mim mesma. Ficava sempre à espera de uma qualquer aprovação, que muitas vezes não chegava. O ambiente em que vivia, mantinha-se também ele triste, pesado e... acabei por cair nas garras da depressão.

O que sentia
Muita, muita tristeza. Os pensamentos negativos eram recorrentes, incluindo a vontade de desaparecer. Sentia-me cansada e sem energia, até porque tinha perdido o apetite e as insónias eram constantes. A auto-estima era mínima, encontrava mil e um defeitos em mim e qualquer problema era motivo para me pôr a ruminar (a resiliência era coisa que não me assistia). A par disto, uma vontade de chorar enorme e de me fechar no quarto a ouvir músicas tristes ou de contestação. Em suma, vivia numa espiral de negatividade.

O que foi feito
Na altura levaram-me a uma médica, que tinha fama de ser muito competente nesta área. Era neurologista e receitou-me medicação. Nunca fui a um psicólogo. Talvez na altura tivesse ajudado.

Os resultados
Realmente a medicação ajudou, principalmente porque finalmente conseguia dormir. Mas não impedia que de tempos a tempos tivesse recaídas (até porque as causas do problema se mantinham).

Para além disso, nesta abordagem tradicional, o objectivo é conseguir a ausência de doença. E ficava-se por aí. Não implicava propriamente a presença de felicidade. Mas já era alguma coisa.

O que fez a diferença (na altura)


Recordo-me de como foi importante o apoio dos amigos. Junto deles sentia-me bem, como se de repente os problemas ficassem escondidos. Era um alívio desabafar com as melhores amigas. Juntas procurávamos soluções, à nossa maneira. Juntas vivíamos momentos alegres, que balanceavam os menos bons.

Eu própria me sentia útil, tendo um papel importante no seio do grupo. Apesar de não conseguir ultrapassar os meus próprios problemas, tinha imenso jeito para analisar e procurar soluções para os problemas dos outros. Então, quase sempre, quando saía, havia uma fila de gente para desabafar comigo. Saíam sempre da conversa, mais leves e a sorrir, cheios de motivação para agir. Alguns amigos chegavam a dizer, por piada, que eu devia cobrar consulta. Piadas à parte, fazia-me bem ajudar os outros, acho que me distraía dos meus próprios problemas. Hoje penso que se tivesse pedido ajuda a mim mesma, se tivesse fingido uma conversa e pedisse conselhos, conseguiria ter visto mais rápido a luz ao fundo do túnel.

Tive também apoio de duas pessoas muito especiais para mim. Foram uma espécie de mães substitutas. A minha tia P. e, claro, a tia N. Elas sim me escutavam e por vezes até interviam na situação, na tentativa de resolver as causas por detrás da minha tristeza. Nunca irei esquecer isso.

Na época, mesmo sem saber, já escrevia uma espécie de diário de gratidão. Apesar de desabafar nos momentos tristes mais marcantes, a maioria das vezes tentava escrever sobre o que me acontecia de bom. Evitava até escrever sobre coisas más. Assim conseguia perceber, que ainda tinha uma série de coisas, pelas quais me sentia grata.

Por último, sempre me esforcei por alcançar algum objectivo. Participei em concursos de jovens escritores, envolvi-me na música, tentei entrar para o curso que desejava. Na altura, como eram objectivos intrínsecos (que eu própria ambicionava, e não os outros), conseguia arranjar força para ter sucesso em todos eles. Porque no que tocava a objectivos propostos por outras pessoas, parecia que me faltavam forças para fazer o que quer que seja.

Foi isto, a par da medicação, que me manteve à tona. Apesar de toda a tristeza, conseguia que alguns acontecimentos positivos, me abstraíssem do ambiente pesado que sempre se mantinha.

O que melhorou a minha vida radicalmente


Desde há uma série de anos, que deixei de ter recaídas. O que não significa que não possam acontecer, mas tenho esperança que não regressem.

Voltando à minha história, entretanto fui estudar para fora. Casei, comecei a trabalhar e engravidei da minha primeira filha. O ambiente familiar foi melhorando aos poucos. Fomos recuperando os antigos laços e hoje somos uma família unida novamente. As mágoas ficaram para trás, até porque hoje entendo, que quem estava à minha volta também se sentia em baixo, em estado de revolta e achando a vida injusta. Mas o perdão falou mais alto, até porque temos de dar valor às pessoas, enquanto elas permanecem connosco. Hoje posso dizer que estou bem, livre de qualquer ressentimento.

Mas ainda assim, uma depressão deixa marcas e há algo que me fez ultrapassá-la e melhorar radicalmente a minha vida.

Quando estava grávida, tinha-me transformado numa espécie de workaholic, sob pressão constante e com muito pouco tempo para quem mais amava. Os nervos andavam sempre à flor da pele e, francamente temia uma recaída, quanto muito pelo stress e cansaço. Mas o facto de esperar uma criança... fez-me querer mudar! Queria que a minha filha crescesse num ambiente mais calmo e optimista. Queria ser feliz para também a poder fazer feliz a ela.

Foi aí que encontrei o que iria mudar a minha vida para sempre: a Psicologia Positiva. 

Comecei a ler tudo o que encontrava sobre o tema. O foco da psicologia positiva é a felicidade e o bem-estar das pessoas, e aborda temas como: a felicidade, as emoções positivas, o optimismo, a resiliência, a meditação, os pontos fortes, as relações positivas, a fixação de objectivos e a ligação entre o corpo e a mente. Bem, apaixonei-me completamente por esta temática e comecei a aplicar uma série de estratégias para aumentar a minha felicidade e de quem mais amo.

Foi neste ponto que assumi as rédeas da minha vida. Percebi o quanto as minhas escolhas e acções faziam a diferença no meu presente e futuro. Passei também a não depender dos outros para sentir aprovação. Comecei a ficar  feliz, eu própria, com o que tinha melhorado ao longo da vida. Isso tem-me incentivado a criar uma mentalidade de crescimento, ou seja, passei a acreditar que se me empenhar posso melhorar enquanto pessoa. E tento melhorar, na prática.

Alterei também a minha forma de lidar com os problemas. Para ser sincera, não é nada fácil para mim, evitar a ruminação. Mas ao contrário de antigamente, faço um esforço e procuro concentrar-me na busca de soluções. Por vezes, para que as ideias fiquem mais claras, vou fazer alguma coisa que não tenha nada a ver com o assunto (ex. cozinhar, ver um filme cómico, ler um livro, etc.). Quando volto a concentrar-me no problema, já consigo pensar com mais clareza.

Quando cometo erros, tento encará-los como uma liçãoPercebo que para a próxima terei de fazer diferente, e não adianta perder tempo a martirizar-me. Isso ajuda-me a não pensar tão negativo.

Os grandes intervenientes na recuperação da depressão são as emoções positivas. Assim, passei a trazer para o meu dia-a-dia, momentos que me trouxessem essas sensações. E não é nada de complicado, podem ser actividades como: ler embrulhada numa mantinha, assistir ao nascer do sol, dar caminhadas na natureza, fazer um serão de jogos em família, assistir a um bom filme, viajar, etc. A ideia é saborear as coisas simples da vida, muito ao estilo do hygge dinamarquês. (Encontra mais sugestões para este género de actividades, neste post).

Outro aspecto que faz toda a diferença é termos objectivos, alcançáveis, pelos quais possamos lutar. Dá uma enorme auto-confiança saber que temos capacidade para alcançar os nossos sonhos. Mas é fundamental começar por objectivos menores, facilmente alcançáveis, como destralhar uma gaveta. Assim, não daremos o «passo maior que a perna», não desanimaremos com falhas e teremos motivação para coisas maiores (mudar para um estilo de vida mais saudável, destralhar a casa inteira, saldar as dívidas, fazer determinado curso...). 

Passei também a dar um sentido à minha vida, através da descoberta do meu propósito de vida (descobre o teu próprio propósito, com a ajuda deste post). No meu caso, senti que tinha de dar o meu contributo para um mundo melhor, partilhando todo o conhecimento que ia adquirindo sobre a felicidade. A ideia era servir de inspiração. Mesmo que isso requeresse um enorme esforço da minha parte, valeria muito a pena, pela sensação de ajudar alguém a ser mais feliz. Foi aí que nasceu este blog. Apesar de não ter o tempo que desejava para ele, tem feito uma «gigantesca» diferença na minha vida.

Por último, talvez pelo que passei na vida, dou muito mais valor àquilo que tenho. Sinto-me grata, principalmente pela presença das pessoas que mais amo. Tento aproveitar o máximo que posso com eles e não perder tempo com coisas que nada acrescentam.

E o futuro?


Se o que fiz nos últimos anos tem resultado, pretendo manter as mesmas estratégias. Continuar a fazer coisas pelo meu propósito de vida, e, quase que numa base diária, criar momentos para saborear as coisas simples de vida. 

O objectivo é mesmo a felicidade duradoura, para mim e para os que me rodeiam. Para isso quero continuar a aprender mais e mais. E tentar melhorar o o que for possível.

E tu, o que podes fazer?
A depressão é mais profunda do que uma tristeza passageira. Existem também vários graus de depressão, uns mais graves que outros. Para descobrires se estás realmente deprimido/a, experimenta fazer este teste. Tem em atenção que este tipo de testes são extremamente sensíveis aos estados de espírito do momento, pelo que deves pensar em como te tens sentido nos últimos tempos e não só hoje. Se necessário, repete o teste uma semana depois. 

Se realmente estiveres deprimido/a, lembra-te que há luz ao fundo do túnel, e o primeiro passo é procurares ajuda médica e psicológica.

Como referi, acredito que a psicologia positiva, aliada ao tratamento médico faz toda a diferença. Por isso, sugiro-te a leitura do livro "Vencer a Depressão com a Psicologia Positiva" da psicóloga Miriam Akhtar. A autora sentiu a doença na própria pele e, quando nada resultou, foi a Psicologia Positiva que mudou a sua vida. Acho este livro muito, muito bom  (já falei dele neste post).


Vai à luta, porque a vida é demasiado curta
para não aproveitares cada momento.
As tuas acções poderão fazer uma diferença gigantesca na tua vida.
Não desistas, porque mesmo com depressão,
há luz ao fundo do túnel.
Agarra-te a essa luz, e AGE,
para trazeres a felicidade para a tua vida. 

Foto: 1.ª Anemone123; 2.ª Pexels; 3.ª Unsplash
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"A Felicidade é o Caminho" também está aqui:

11 comentários:

  1. Sem palavras! Obrigada, fico grata por haver pessoas como tu neste mundo, beijo, Ana

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    Respostas
    1. Obrigada eu, Ana, pelas tuas palavras.
      Beijinhos

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  2. Amiga, ainda sem saber tanto pormenor da tua historia, já te admirava. Agora ainda mais. Lá está o que sempre dissemos uma à outra... sem sabermos muito, algo nos atrai e nos identifica uma à outra. Cada vez mais grata por fazeres parte da minha caminhada. Em dramas distintos ambas lutámos e lutamos e continuaremos a lutar pela nossa felicidade e estamos certas que isso é o mais importantes. Se pelo caminho conseguirmos que outras pessoas sejam pelo menos tão felizes como nós. Ficamos muito muito gratas, é ou não é?? :))))
    Um xi coração muito apertado e muito obrigada uma vez mais pela tua partilha :)

    Adoro-te <3

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    1. Verdade, querida Alex.
      O sentimento é recíproco. Admiro-te por seres lutadora e também tu me inspiras a ser feliz.

      Beijinhos!!

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  3. Olá Mafalda, identifico-me muito com este blogue, com a tua história e com a forma como vives. Acho que estou muitos passos atrás mas, com o tempo e determinação hei-de chegar lá. :P
    É muito bom saber que existem cada vez mais pessoas empenhadas em ser melhores e em tornar este mundo, que deixamos aos nossos filhos, um sítio melhor com mais amor, paz, tolerância e altruísmo. Um grande beijinho

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    1. Oh... Obrigada Carla!
      É por isso que sou fã daquela frase da madre Teresa: "O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor."
      Beijinhos e felicidades!!

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  4. Fantástico Mafalda :)
    Parabéns por esta partilha tão íntima, mas que ensina muito :) Realmente é preciso muita força interior.
    Se o teu objetivo com este blog era ajudar pessoas, tu consegues, porque eu não estou depressiva, mas acho o teu blog uma grande luz e inspiração. E já me aconteceu, estar num dia "não" e depois de ler as tuas palavras melhorar tanto, tanto... OBRIGADA de coração :) Obrigada pelas tuas partilhas que fazem muito bem :)
    Beijinhos grandes e sê muito feliz, porque tu mereces :)

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  5. E como doía...lidar com a perda é tão difícil...e as saudades que não atenuam...cada vez são mais. Quando a tristeza vem e lembro-me destes dias por ti recordados, e são tantas as vezes em que isso acontece. Sinto a mesma dor que senti nesswnessenesswnesses dias. Um rasgar das entranhas, um vazio inexplicável e uma pergunta que ficará para sempre sem resposta... porquê? Adoro-te minha querida, a minha dor, não se comparando a tua, foi imensa. Perdi aquela que era a minha segunda mãe e depois o meu companheiro das cartas...foram anos de total desorientação os que se seguiram! Mas hoje, hoje é mais um dia em que estamos aqui a deixá-los orgulhosos de quem somos!!!!os laços que nos uniam nos tempos de criança hoje continuam fortes e cada vez mais estreitos!

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  6. Minha querida Mafalda , como TE ADMIRO e como sou tão sortuda por ter te nos meus dias.
    Esta tua partilha servirá de âncora para muita gente acredita.
    Tu ÉS tão grande e tão tão linda .
    A tua mae deve estar tão orgulhosa do teu percurso.
    Só me deseja mesmo é continuar a ver te por aqui e que esta continua partilha façam de nós melhores pessoas todos os dias.
    Abraço de luz e obrigado
    Lulu

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  7. Oie Mafalda, que post maravilhoso. Que aprendizado tirei desse texto. Com certeza você é uma pessoa especial um ser iluminado!
    Um grande beijo!
    Jacque

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  8. Mafalda, o seu relato é muito valioso e genuíno, me fez refletir muito sobre mim mesma e pessoas que me rodeiam.

    Parabéns pela sua jornada e também por compartilhar isso de forma tão clara, tão concisa, dá uma sensação de otimismo muito grande, pensar que podemos transformar realmente aquilo de que não gostamos.


    Beijos e abraços

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