terça-feira, 28 de março de 2017

O que tenho no meu frigorífico - produtos que uso e como os organizo

Em alguns dos e-mails que recebo, perguntam-me que produtos uso em casa, desde a alimentação, passando pela beleza, até à limpeza. Daí fazer este post, para mostrar, pelo menos alguns dos alimentos que consumo. 

Desde que comecei a tentar introduzir alimentos mais saudáveis, que muitos produtos foram substituídos. Mas ainda não fazemos a alimentação "ideal". Sinto que este processo, tem de ser gradual, feito de erros e acertos, para chegarmos ao tal ponto de comer saudável com um sabor que nos agrade.

Porquê optar por uma alimentação saudável?
Por uma questão de saúde mesmo. Claro que o objectivo é ter uma boa saúde global. Mas tenho de admitir que entre os principais motivos que me leva a querer mudar, é a sombra do cancro, que tem afectado tantas pessoas próximas. Há algum tempo que leio sobre possíveis causas e o que fazer - pelo menos para prevenir. Uma das causas de maior peso é sem dúvida a alimentação.

Não imaginam a quantidade de casos, que há na minha zona. A minha própria mãe faleceu com cancro da mama, a minha avó com leucemia. No prédio onde vivo, entre quatro famílias, duas foram afectadas e uma das doentes faleceu (com cancro no cérebro). A minha melhor amiga, um pouco mais nova que eu, neste momento está doente. E na minha terra os casos sucedem-se. No mês passado uma rapariga de 20 anos faleceu, outra da mesma idade descobriu que estava doente. Uma menina de 5 anos também faleceu, etc., etc. Poderia continuar com os relatos. Mas creio que são dados mais que suficientes para tentar mudar.

Na minha aldeia natal, aqui perto, está instalada a 2.ª fábrica mais poluente de todo o país. Uma outra fábrica da mesma aldeia, foi notícia recente na TV, pela quantidade de casos de cancro existentes em ex-funcionários. O rio Tejo, que me proporciona uma vista tão linda, está super-poluído. Têm havido manifestações, por isso mesmo. E é justamente esse rio, que serve para regar grande parte dos terrenos agrícolas. Se juntarmos alguns químicos usados em agricultura não biológica...  

Não vou continuar, porque isto dava pano para mangas... Mas podemos mudar, pelo menos o que está ao nosso alcance: a alimentação.

E é por isso que hoje vou, literalmente, abrir as portas do meu frigorífico para quem me lê.

Onde refrigero e congelo os alimentos 
Cá em casa tenho um frigorífico e uma arca verticais, exactamente do mesmo tamanho. Só assim tenho espaço suficiente para guardar tudo. Os mesmos estão separados por áreas, onde reúno alimentos da mesma categoria.

Apesar de não ir falar propriamente do congelador, este tem 6 gavetas, organizadas da seguinte forma, de cima para baixo: 1) carnes vermelhas; 2) carnes brancas; 3) pão (sim, eu congelo, para não ir todos os dias ao hipermercado); 4) peixe e marisco; 5) legumes (colocados na maior gaveta); 6) legumes II (são aqueles legumes que já vêm congelados do hipermercado, os da gaveta anterior, sou eu que corto em pedacinhos e congelo).

Alteração de ementa mensal para semanal
Quem me acompanha há algum tempo, sabe que de início fazia ementas mensais. A ideia era fazer grandes compras unicamente 1 vez por mês. Apesar de por um lado dar menos trabalho, nem tudo resultou:
- havia mais acumulação (e grandes desperdícios) de produtos: nem sempre nos apetecia refeições programadas com tanta antecedência e por vezes as sobras eram suficientes para mais refeições. Acabavam por ficar uma série de ingredientes por usar, estragando-se uma data deles;
- havia mais desarrumação no congelador e no frigorífico, devido à enorme quantidade de produtos e por organizá-los só uma vez por mês;
- acabava por ter de ir às compras, na mesma, todas as semanas (para comprar o pão e os frescos).

Passei assim a fazer ementas semanais. Hoje há menos desperdício, o que nos permite comprar produtos mais saudáveis, normalmente mais caros. Como organizo o frigorífico sempre que faço compras, é também mais fácil mantê-lo arrumado.

Por exemplo quando tirei estas fotos, vais ver coisas no frigorífico associadas à ementa da semana. Por curiosidade, a ementa foi a seguinte:

Segunda-feira - Canja / Bifinhos com cogumelos e salada mista
Terça-feira - Gratinado de Tofu e salada de pepino, tomate cereja e pimentos grelhados (esta receita foi escolhida, por causa deste objectivo)
Quarta-feira - Sopa de feijão verde / Jardineira (substituíndo as ervilhas, que não apreciamos muito, por feijão verde) e salada de alface
Quinta-feira - Arroz de marisco e salada de alface com cenoura 
Sexta-feira - Tagliatelle à carbonara light com espinafres salteados
Sábado - Sopa de nabiças / Falafel com molho de iogurte e hortelã (experimentei a receita da Filipa Gomes) e salada pepino e tomate em cubos
Domingo - Almoçar fora

Nota: consumimos sopa diariamente, mas em alguns dias comemos a confeccionada no dia anterior. A sobremesa é por norma, fruta da época. Ao Domingo ao jantar, costumamos fazer um lanchinho ou comemos algumas sobras.

O que tenho no frigorífico e como o organizo

Na parte de cima guardo basicamente produtos para tempero: ervas aromáticas, molhos e pickles. Tenho mostarda, molho inglês (que usei numa única receita... e agora onde é que gasto o resto?!) e um molho de iogurte para temperar saladas (eu sei, até agora não são opções saudáveis). Também costumo ter aqui óleo de palma (para a minha querida moqueca!). A polpa de tomate é orgânica (olha só o detalhe: até o papel colado na embalagem é reciclado!). 


Esta parte está meio vazia, mas devido à hora, pois já tínhamos comido praticamente todas as sobras. Nesta parte guardo duas coisas: as sobras e os preparativos para as refeições. Tenho ali um arroz basmati que sobrou e tenho uma marinada para a refeição seguinte.


Algum tempo depois, já tinha a salada mista preparada para o jantar (claro que o tempero foi só na hora).


Na zona central, tenho os ingredientes usados para o lanche. Já não costumo comprar este iogurte natural que tem mais gordura (apesar de ser o meu favorito), mas esta semana preciso dele para o falafel. Os miúdos andam meio enjoados de iogurte, pelo que desta vez não comprei. Ela anda numa de comer os palitos com «queijo da vaca que ri» e ele anda numa de fruta. Atrás do queijo da Letícia está também uma espécie de requeijão. Quanto aos enchidos, são consumidos pelo meu marido (não devia, mas as mudanças fazem-se aos poucos). Tenho vários frutos vermelhos, que adoramos simples ou juntando a outros alimentos (iogurte, papas de aveia, batidos...). Há também um doce de morango, orgânico.


A parte para colocar garrafas é mais usada no Verão, onde colocamos várias garrafas de água. Na parte de baixo, tenho cogumelos bio, tofu e... queijo ralado. 🙈


Tenho 2 gavetas onde guardo os legumes (que não congelo). Na de cima guardo os ingredientes para saladas. A alface é do quintal do meu pai. Com excepção dos pimentos e dos oregãos, são todos alimentos bio. 

Quanto à organização, uma coisa que me ajuda a manter tudo arrumado foi passar a usar organizadores no frigorífico, separando os vários alimentos (uso os meus velhos tupperwares de plástico, pois para comida quente, passei a usar de vidro). 


Na segunda gaveta, tenho os legumes que normalmente uso nas sopas ou segundos pratos (sim, eu costumo usar muuuiittass cenouras durante a semana: nas sopas, saladas e lanchinhos. Aqui, os produtos orgânicos são: as cenouras e os curgetes. Os outros produtos não consegui comprar na versão bio, até porque na minha zona, encontrá-los, não é tarefa fácil.

Agora seguimos para a porta do frigorífico.


Na parte de cima guardo as margarinas vegetais. Não usamos muito, mas quando o fazemos usamos Becel. Tenho também concentrado de tomate. Presentemente, raramente uso (por acaso noutros tempos, era um ingredientes que usava com muita frequência). Os ovos são bio.


Aqui tenho leite meio gordo e leite de aveia, ambos bio. Tenho uma garrafa de água, que nesta altura no ano é somente usada pelo marido. Recentemente passámos a comprar de vidro, pois é mais saudável e ecológico que o plástico. No hipermercado são realmente gentis, pois mandam vir mais garrafas, especialmente para a minha e outra família. Bem... deves de ter reparado naquele frasco de chantilly... É que tinha tantas saudades de fazer um capuccino em casa!... Substituí o café por cereais bio, mas não resisti a pôr chantilly. São desejos ocasionais que às vezes me dão. 😂

Entretanto, passeio-o para a prateleira debaixo, para o afastar dos meus olhos... Para além disso, estava mesmo a mais, pois é neste espaço que costumo guardar os meus smoothies (o nosso mais recente vício).


Na última prateleira guardo os vinhos que uso para cozinhar (por norma branco e tinto) e as natas. Neste último caso uso natas light (por não terem tantas gorduras saturadas) e, sempre que posso, creme de soja. 

Vendo eu própria o meu frigorífico, constato 2 coisas:
- tem-se mantido mais arrumado;
- ainda tenho uma data de ingredientes não tão saudáveis quanto gostaria, mas pronto, estou a tentar melhorar.

Claro que para uma alimentação saudável, não dependem só o tipo de alimentos, mas também os utensílios utilizados e a forma como são confeccionados (sim, há por aí muitos vegetarianos, que não comem propriamente de forma saudável). Tenho noção que tenho muito que aprender. Mas para a mudança ser consistente, tem de ser gradual (principalmente com crianças em casa).

Para já, vou-me inspirando na frase de Hipócrates:
"Que a alimentação seja o teu único remédio."

E tu? Tentas ter uma alimentação saudável?

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segunda-feira, 27 de março de 2017

Pensamento/Lema da semana #338


"(...) 40 por cento da sua felicidade podem ser controlados por si,
isto é, há toda uma gama de actividades que pode realizar
que aumentarão (ou diminuirão) a sua felicidade."
Bridget Grenville-Cleave e Ilona Boniwell

Foto: Kisss
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terça-feira, 21 de março de 2017

O livro sobre um dos maiores estudos a nível mundial, de Experiências de Quase Morte (EQM)

Se já me conheces um pouquinho, sabes que ler é uma espécie de vício pessoal. Leio sobre uma série de temas que me interessam. Mas aqui, só escrevo sobre livros com temas comuns ao blog. Para além disso, selecciono só aqueles que realmente adorei ou os que, mesmo discordando de um ou outro ponto, me trouxeram alguma aprendizagem relevante.

Daí que falar no "Provas de Vida Depois da Morte" do Dr. Jeffrey Long e de Paul Perry, pode soar estranho. Mas acredita que faz todo o sentido, num blog sobre felicidade.

Quando estava a tirar o curso, recordo-me de fazer um trabalho na área de gerontologia (estudo do envelhecimento nos domínios psicológico, biológico e social), onde teria de analisar a forma como os idosos encaravam a morte. Mais tarde, já a nível profissional, pude constatar a veracidade daquilo que tinha estudado. Haviam idosos com muito medo da morte (particularmente sempre que viam algum conhecido a morrer), outros que (tentavam) não pensar muito no assunto (mas que também ficavam meio abatidos quando haviam falecimentos) e outros que não tinham tanto receio da morte. Este último grupo tinha uma particularidade. Sentiam que a sua vida tinha valido a pena (não estavam amargurados e assim), e/ou tinham bastante fé de que havia vida depois da morte. Esta crença fazia literalmente a diferença e, ajudava-os a ter uma velhice bem mais agradável.

A verdade, é que crer que há algo mais depois da morte, dá-nos esperança de que a nossa vida continuará (mesmo que noutro plano), como também na possibilidade de reencontrarmos os nossos entes queridos. 

Pessoalmente, gostava de acreditar nisso. Afinal já passei por perdas bastante dolorosas, como a da minha mãe e da minha irmã. Mas ao contrário do que seria de supor, sempre li bastante sobre como as experiências de quase morte (ou EQM) são na realidade uma ilusão, supostamente causadas pelo nosso cérebro. Parece que só este lado da história, me parecia viável à luz da ciência.

Até que decidi conhecer a outra face da moeda. Pesquisei uma série de livros sobre o assunto e escolhi este, o "Provas de Vida Depois da Morte". A escolha não foi por acaso...

O seu autor principal, o Dr. Jeffrey Long, cresceu no seio de uma família ligado às ciências. O seu pai, por exemplo, chegou a ser nomeado para um prémio Nobel. O próprio Dr. Long enveredou pela área da medicina, sendo especialista em radiologia oncológica. Quanto ao co-autor desta obra, trata-se de Paul Perry, um escritor. Este é pois um livro que aborda este assunto, tendo por base o método científico.

O Dr. Long levou a cabo um estudo, por meio de questionários, a pessoas que passaram por EQM. Este estudo abrangeu pessoas de diversas etnias, idades e culturas, um pouco por todo o mundo.

Ao longo do livro o Dr. Long apresenta-nos 9 provas de que a vida de alguma forma subsiste após a morte. O autor dedica um capítulo a cada uma dessas provas e o mais interessante, apesar da diversidade das pessoas estudadas, é o facto de haver tantos aspectos em comum nas várias descrições.

De entre as provas apresentadas, fala-se de coisas como um nível de consciência mais elevado do que o da vida quotidiana, o facto de se conseguir ver e ouvir conversas do pessoal médico (ou até do que se passa em salas ao lado), o facto de pessoas que vêem mal ou que são totalmente cegas verem nitidamente, as revisões de experiências de vida, o encontro com familiares já falecidos, etc.

Juntamente com a descrição destas experiências e tentativa de interpretação das mesmas, são descritos relatos de quem passou por tal. São analisados estatisticamente a percentagem de casos de quem teve EQM e que passou por determinada experiência. São inclusive descritos os argumentos dos cépticos contra cada uma das evidências e, de seguida, contrapostos, com justificações para cada argumento.

O livro é realmente muito interessante, especialmente para quem se encontra numa fase final da vida, ou que tenha perdido entes queridos. Trata-se de uma leitura reconfortante.

Algo que me impressionou (e que os cépticos não conseguem explicar) é quando alguém «se encontra» com um familiar que desconhecia até então (por exemplo por ter falecido há muitos anos), e mais tarde encontra uma foto daquele familiar e lhe explicam quem é. É algo que sempre me intrigou e para o qual não tenho uma explicação lógica (excepto a de que talvez exista algo mais, para além desta vida).

Um tema que gostaria de ter visto mais desenvolvido, foi a parte das EQM não ocidentais. Li algures que o encontro com Seres Espirituais (que é algo que também acontece com frequência), varia consoante a religião, sendo por isso algo influenciado pela cultura. Neste capítulo, são porém relatados mais factores em comum, do que propriamente divergências. No estudo do Dr. Long, não foram encontradas diferenças culturais significativas (o que há por vezes são diferentes formas de interpretar uma mesma experiência).

Após vários anos de investigação, o Dr. Jeffrey Long passou a acreditar que realmente existe vida após a morte. Como ele mesmo refere "As descobertas da NDERF (Near Death Experience Research Foudation) e de outros estudos sobre as EQM concordam com a conclusão de que na consciência e na memória existe muito mais do que se pode explicar unicamente pelo nosso cérebro físico".

Este livro dá sobretudo esperança. Impressiona pela positiva, especialmente pela vontade do autor justificar qualquer dúvida que possa existir no nosso ser.

Não sei qual é realmente a realidade, 
mas com esta leitura fiquei com menos receio da morte 
e, sobretudo, com esperança 
de que talvez um dia possamos rever os nossos entes queridos. 
Quem sabe...

Foto: wook.
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Pensamento/Lema da semana #337


"É difícil organizar-se quando não tem nenhum método definido ou muita motivação para isso."
Thais Godinho

Foto: Kaboompics
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segunda-feira, 13 de março de 2017

Pensamento/Lema da semana #336


"O exemplo tem mais seguidores do que a razão." 
John Christian Bovee

Foto: Pexels
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quinta-feira, 9 de março de 2017

Por onde anda a tia N.


Há uns anos atrás escrevi sobre a minha tia N., talvez a única pessoa que conheço genuinamente feliz. Admiro-a tanto! Teve bastantes amarguras na vida, nasceu numa família bastante pessimista e ainda assim, mantém o sorriso. Não foi à escola, mas em palavras simples traduz aquilo que a psicologia positiva estuda há muito.

Hoje a tia tem 91 anos. Teve uma série de quedas sucessivas, que a debilitaram. Chegou a estar numa cama, mas recuperou. Voltou a andar, apesar de ter ficado mais dependente. As duas filhas são pessoas doentes, pelo que a tia optou por ir para o Lar de Idosos lá da terra. A filha que vive perto, visita-a todos os dias. A outra, quando vem à terra faz exactamente o mesmo.

Ainda assim... sempre de sorriso no rosto. O seu quarto (bem bonito, por acaso), é como se fosse a sua nova casa. Passa os dias ocupada, em trabalhos manuais, a fazer exercício, a cantar ou até a participar em filmes. Sempre que folheio o boletim daquele Lar, lá está ela, muito entretida nos seus afazeres. Já por duas vezes enviou um desenho com uma mensagem especial para a minha filha. A Letícia faz-lhe o mesmo e ela fica com a lágrima no olho. Não de tristeza, mas porque é bom sentir-se amada, e ela é, sem sombra de dúvida.

Certa vez perguntei-lhe: "Tia, como tem genica para tanto? Está sempre ocupada." Ela responde: "Às vezes sabe Deus, com as dores nem me apetece. Mas depois digo a mim mesma que não pode ser. Tenho de fazer um esforço e continuar em frente. Quando dou por mim, já estou entretida com qualquer coisa e até me sinto melhor".

Outra coisa que admiro é o facto dela não se deixar contagiar pelas pessoas pessimistas que por vezes a rodeiam. Ela diz: "Só tenho pena que a minha colega de quarto não seja lá muito faladora... Ao menos não me chateia quando quero descansar. E fora do quarto, tento juntar-me às pessoas que gostam de estar entretidas  como eu, que são mais bem humoradas. Entretemo-nos com algum trabalho manual e a conversar... tanta tropelia que eu fiz na juventude!". Logo de seguida conta-me uma das suas 1001 histórias, com detalhes picantes incluídos. Eu e a família rimos até às lágrimas.

Depois diz-me aquelas coisas queridas como: "Para mim, és como uma filha!" Não tem vergonha de dizer o que sente. E eu retribuo, dizendo-lhe que para mim ela é como a minha segunda mãe. E sinto-o assim. Talvez o facto de ela dar tanto amor, acabe por lhe retribuir na mesma moeda.

Não aprendeu nos livros. É assim naturalmente e, por isso, uma das minhas maiores fontes de inspiração. Em tempos passei uma tarde com ela e aproveitei para lhe perguntar como é que ela conseguia ser tão feliz. Tem que ver com a sua atitude perante a vida e ela ensinou-me isso em 14 lições (podes espreitar o que ela me disse, neste post). Nem sempre sigo o seu exemplo. Mas basta-me recordar as suas palavras para a vida me correr melhor. E então só me apetece dizer: "Obrigada tia! Gosto mmmuuuiiitto de ti!"

Foto: skeeze
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terça-feira, 7 de março de 2017

Gestão de tempo e felicidade


Sendo mãe de duas crianças pequenas, e tendo uma multiplicidade de tarefas para cumprir diariamente, desejava tanto que o tempo esticasse... Eu e acredito que muita gente. Mas como esse milagre ainda não é possível (pena!), para isso se inventou a gestão de tempo. 

Porque a gestão de tempo é relevante para a felicidade
A verdade é que a nossa felicidade depende em grande parte da forma como ocupamos o tempo. Para sermos felizes precisamos de tempo para nos dedicarmos a:
a) relacionamentos significativos;
b) actividades significativas (tempo para nós próprios e para a concretização dos nossos objectivos pessoais);
c) estratégias que nos tornem emocionalmente mais positivos (isto quando não tivemos a sorte de nascer genuinamente felizes).

Por outro lado, sabes quando nos sentimos em constante pressão, sem controle sobre a nossa vida, apressados e cheios de trabalho? Estas sensações, quando sentidas com excessiva frequência, podem evoluir de um stress dito «normal», para algo mais extremo como um esgotamento ou depressão.

Precisamos por isso de respirar! Se por um lado é importante que sejamos produtivos nos nossos afazeres, também necessitamos de descansar e de nos ocupar com o que nos faz felizes.

A boa notícia é que, tal como como refere Daniel Kahneman "(...) o uso de tempo pode ser, das causas determinantes do bem-estar, a mais susceptível de melhoramento." Lá está, tal é possível através de uma gestão eficaz do nosso tempo. Mesmo que não se façam milagres, muita coisa pode melhorar na nossa vida.

Como podes gerir o teu tempo, para seres mais feliz


Podes tomar medidas como:
- incrementar a tua produtividade no trabalho, mas sair a horas;
- incrementar igualmente a produtividade nas tarefas domésticas;
- evitar a procrastinação;
- simplificar a tua vida, destralhando o que não te faz falta em casa e no trabalho;
- definir claramente as tuas prioridades e, em função disso, restringir ao máximo as actividades dispensáveis;
- ocupar o teu tempo livre sabiamente (um dos erros mais comuns das pessoas é, durante o seu tempo livre, ao invés de o ocuparem na procura da felicidade, não fazerem absolutamente nada - isto quase que diariamente. Opta por te ocupares com actividades que, segundo a ciência, te podem tornar mais feliz);
- reservar tempo na tua agenda para actividades que te façam feliz e/ou para estares com as pessoas que mais amas;
- não te envolveres em demasiadas actividades, mesmo que agradáveis e significativas (os excessos comprometem a nossa felicidade, pois quando temos demasiadas coisas para fazer, por melhores que sejam, fazem com que não consigamos apreciar a experiência).

Sugiro-te ainda a leitura de alguns posts, que podem ajudar-te a gerir melhor o teu tempo:

Como diz Tal Ben-Shahar: 
"A «abundância de tempo» é um prognosticador consistente do bem-estar." 
E nada melhor para o conseguir, do que uma gestão de tempo eficaz.

Fotos: 1.ª annca; 2.ª Unsplash.
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